terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Storytelling - Uma oportunidade de aprendizado!


A palavra despertou-me tamanha curiosidade que resolvi pesquisar mais a fundo, tudo isso por causa de um artigo que li sobre contar estórias infantis em empresas. Sim, contar estórias! Mas você deve está se perguntando o que contos de fadas têm a ver com as empresas? Muita coisa! E posso te dizer que as estórias estão em todo mundo dos negócios, sendo conhecida com Storytelling.
Trata-se de uma extraordinária ferramenta para compartilhar conhecimento, conceitos e valores, podendo ser utilizado de forma estratégica dentro das organizações. Em sua tradução literal significa “contar estória”. A gramática inglesa apresenta duas traduções para historia: “history” e “story”. A primeira se refere a fatos reais, como a queda do Império Romano ou alguma coisa que aconteceu na sua vida, rotina ou não. A segunda é uma estrutura narrativa, geralmente ligada à ficção, como por exemplo, as narrações infan.
Contar uma estória é encadear eventos de maneira lógica, ou seja, precisa ter início, meio e fim, com um personagem principal que enfrenta obstáculos, com o clímax, um anti-herói e que tenha uma moral a ser passada. Para o dar certo é preciso definir objetivos e estratégicas de comunicação, mapear contos de sucesso, contar algo único, real, exclusiva capaz de encantar as pessoas. Guardamos uma informação mais facilmente quando ela está envelopada nesse tipo de estrutura. O segredo está em atribuir significados emocionais a elementos técnicos por meio de um contexto. Os resultados são aprendizagem, conhecimento e mobilização de pessoas.
O Popeye, o herói marinheiro, é um exemplo de strorytelling. Originalmente não precisava comer espinafre para ganhar força. Esse elemento da história só foi introduzido algum tempo depois, quando houve as primeiras adaptações dos quadrinhos para o cinema. O desenho aumentou o consumo de espinafre nos EUA em 30% nos anos subsequentes, salvando esse segmento de uma crise.
Como vender um projetor, objeto que sofre concorrência de diversas marcas, com uma boa estória? A maneira que a Epson criou para viabilizar essas vendas foi criando uma história bastante interessante, falando de alimentos e restaurantes, um tópico agradável para a grande maioria das pessoas. O profissional da empresa não se identifica, e começa uma apresentação falando sobre restaurantes: Vocês sabem a origem da palavra restaurante? A palavra deriva do francês restaurant e significa comida que restaura. Mas esse não era o termo usado para todo e qualquer tipo de alimento, e sim para um tipo específico de sopa. O uso moderno da palavra apareceu em 1765, quando Boulanger abriu sua casa em Paris para servir comida. Hoje, somente em São Paulo, existem mais de 12 mil restaurantes, contemplando cerca de mais 52 tipos de culinária. Agora, que alimentos vocês preferem? Por qual tipo de cozinha vocês são apaixonados? E o palestrante continua a apresentação, mostrando informações sobre gastronomia, alimentos, restaurantes, etc.
Este conto, narrado acima pelo profissional falava sobre gastronomia, mas era, na verdade, a apresentação do novo projetor da empresa para os profissionais que representavam seu prospects de seus canais de vendas.“Aposto que ninguém sabe a velocidade de transmissão de dados do projetor que apresentei, mas todos sabem o que é possível fazer com ele, sem eu ter dito nada sobre isso.” E era isso que a organização precisava. Alguém que vendia os benefícios do produto, sem entrar em detalhes técnicos e enfadonhos. Note que mesmo sem uma história de marca ou do produto, a eles conseguirão criar uma narrativa paralela que acompanhava a apresentação de vendas, gerando a curiosidade e a experimentação do produto.
Existe o caso da Natura, que construiu o site Wikihistorias para desenvolver estórias que envolvem a marca, aos próprios clientes: um exemplo de storytelling 2.0, que é aquele desenvolvido no meio virtual.
Esses são alguns exemplos de como contar estórias pode fazer com que se alcance objetivos e a prova viva de que até no mundo dos negócios, os contos infantis fazem a diferença. 

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